terça-feira, 1 de julho de 2008

Rendição



Não sabe bem quando desaparece?
Não é tão bom quando conseguimos?
Quando finalmente nos abstraímos
E nos rimos ao responder da nossa prece?

De que vale andar deprimido?
Ninguém é absolutamente feliz.
E se alguém pensa que o é e o diz
Grande mentira terá proferido.

Todos temos misérias.
Mas de que vale chorar por elas?

Encurralamo-nos nessa gaiola como uma ave.
Empenho e esperança são a sua chave.
Tristeza e desespero são apenas o chumbo
Que sob pressão nos leva ao sucumbo.

À rendição dêmos férias!
voemos por ruas e ruelas,
Por cidades, por florestas e montanhas.
Fintemos esta vida com todas as nossas manhas.

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