Insistente presença que me atormenta,
Obscura, desfocada, cinzenta.
Consigo travo luta sangrenta
Mas forte e resistente ela se apresenta.
Desconhecida é essa entidade que me possui
E estranha é a vontade quem em mim flui,
Vontade de a receber e abraçar
Para maior prazer ter em a dominar.
É sombria e é cruel,
É motivo de repulsão,
Mas aqui a meto em papel
Bem presente em minha reflexão.
É deste modo que a desvendo
E a minha estratégia vou tecendo.
Sua natureza entender,
Sua fraqueza conhecer.
Anseio perceber como a destruir,
Como fazê-la definitivamente partir.
Mas não sem antes uma resposta lhe exigir,
"Tu, és tu quem não me deixa dormir?"
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