quarta-feira, 30 de julho de 2008

Chumbinho(13)...

...aquando do seu desaparecimento.

Na véspera de grande evento não é de mais recordar (em especial para o pessoal do 1100):

Há momentos que são eternos.
Marcas que são deixadas
Por pequenas coisas subestimadas.
Coisas que afinal nos são queridas
E dificilmente serão esquecidas.
Que do nada evaporaram,
E sem deixar pista sumiram.

Marcas de experiências vividas,
De alguns dos melhores momentos de nossas vidas,
Mas que agora são passado.
Um passado bem apreciado.

Somos magoados também por outro facto:
Por essas coisas serem parte de algo maior,
Algo que tantos ajudou a crescer
E aventuras fantásticas deu a viver,
E por algum impensado acto
Morrem e vão desta para melhor.

Mas ainda mais dói,
Custa e cá dentro rói,
Saber que os culpados,
Ingénuos alienados,
Actuam sem disso ter noção,
Escapa-lhes à razão,
Ou porque cegamente seguem em frente
Sendo-lhes simplesmente indiferente.

Há momentos que são eternos.
Quando uma simples coisa nos é roubada,
Uma parte de nós retirada.
Quando uma vontade maior nos prende
E diz que por mais que nos esforcemos,
Não importa o que choremos,
De nos roubar não se arrepende
Pois chegou a hora,
Mais que nunca é agora
Que essa coisa algo nos esta a dar.
A seguinte lição nos está a ensinar:

A dor da perda é imensa
E não vale o esforço exagerado
Que não traz recompensa
Alem de um coração mais magoado.

O importante é recordar
Aquilo que de bom ficou
Para que o possamos contar
A quem nunca experimentou,
Dando-lhe uma razão de ser,
E por isso, agradecer.

Mas há também que avaliar.
Muitos erros são cometidos.
É necessário medidas tomar
E comportamentos mudar
Para que os imprevistos acontecidos
Não nos voltem a incomodar.

A atitude correcta a ter
É a de que a vida é feita de perdas
E é necessário com elas aprender
Para que na mesma situação não mais cedas.
Pois não há nada tão triste
Como algo que chega e parte,
Naquele que parece um mundo aparte,
Onde ninguém sequer vê que existe.

Há momentos que são difíceis,
Acontecimentos imprevisíveis
Por motivos a nós externos.
São momentos que são eternos.

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