...aquando do seu desaparecimento.
Na véspera de grande evento não é de mais recordar (em especial para o pessoal do 1100):
Há momentos que são eternos.
Marcas que são deixadas
Por pequenas coisas subestimadas.
Coisas que afinal nos são queridas
E dificilmente serão esquecidas.
Que do nada evaporaram,
E sem deixar pista sumiram.
Marcas de experiências vividas,
De alguns dos melhores momentos de nossas vidas,
Mas que agora são passado.
Um passado bem apreciado.
Somos magoados também por outro facto:
Por essas coisas serem parte de algo maior,
Algo que tantos ajudou a crescer
E aventuras fantásticas deu a viver,
E por algum impensado acto
Morrem e vão desta para melhor.
Mas ainda mais dói,
Custa e cá dentro rói,
Saber que os culpados,
Ingénuos alienados,
Actuam sem disso ter noção,
Escapa-lhes à razão,
Ou porque cegamente seguem em frente
Sendo-lhes simplesmente indiferente.
Há momentos que são eternos.
Quando uma simples coisa nos é roubada,
Uma parte de nós retirada.
Quando uma vontade maior nos prende
E diz que por mais que nos esforcemos,
Não importa o que choremos,
De nos roubar não se arrepende
Pois chegou a hora,
Mais que nunca é agora
Que essa coisa algo nos esta a dar.
A seguinte lição nos está a ensinar:
A dor da perda é imensa
E não vale o esforço exagerado
Que não traz recompensa
Alem de um coração mais magoado.
O importante é recordar
Aquilo que de bom ficou
Para que o possamos contar
A quem nunca experimentou,
Dando-lhe uma razão de ser,
E por isso, agradecer.
Mas há também que avaliar.
Muitos erros são cometidos.
É necessário medidas tomar
E comportamentos mudar
Para que os imprevistos acontecidos
Não nos voltem a incomodar.
A atitude correcta a ter
É a de que a vida é feita de perdas
E é necessário com elas aprender
Para que na mesma situação não mais cedas.
Pois não há nada tão triste
Como algo que chega e parte,
Naquele que parece um mundo aparte,
Onde ninguém sequer vê que existe.
Há momentos que são difíceis,
Acontecimentos imprevisíveis
Por motivos a nós externos.
São momentos que são eternos.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Mundo aparte
Casos notáveis, equações, trocas de sinais,
N variáveis, primitivas e integrais,
Funções implícitas e inversas, cálculos diferenciais,
Mudanças de coordenadas, momentos de inércia e rotacionais,
Oscilações pendulares, forças tensoriais,
Momentos angulares, equilíbrios, interacções tangenciais,
Produtos internos e externos de linhas vectoriais,
Atritos, acelerações, velocidades iniciais,
Energias eléctricas, cinéticas e potenciais,
Gravitação, estrelas e estudos espaciais,
Tensões e extensões, estudo minucioso dos materiais,
Átomos, electrões e respectivas orbitais,
Teorias einsteinianas, números complexos ou reais,
Relatividade, fluídos e tantos tais,
Cada vez mais....
Não passa tudo de suposições,
Abstractas aproximações,
Incompreendidos conceitos
Numa ciência repleta de defeitos.
N variáveis, primitivas e integrais,
Funções implícitas e inversas, cálculos diferenciais,
Mudanças de coordenadas, momentos de inércia e rotacionais,
Oscilações pendulares, forças tensoriais,
Momentos angulares, equilíbrios, interacções tangenciais,
Produtos internos e externos de linhas vectoriais,
Atritos, acelerações, velocidades iniciais,
Energias eléctricas, cinéticas e potenciais,
Gravitação, estrelas e estudos espaciais,
Tensões e extensões, estudo minucioso dos materiais,
Átomos, electrões e respectivas orbitais,
Teorias einsteinianas, números complexos ou reais,
Relatividade, fluídos e tantos tais,
Cada vez mais....
Não passa tudo de suposições,
Abstractas aproximações,
Incompreendidos conceitos
Numa ciência repleta de defeitos.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Insistente
Insistente presença que me atormenta,
Obscura, desfocada, cinzenta.
Consigo travo luta sangrenta
Mas forte e resistente ela se apresenta.
Desconhecida é essa entidade que me possui
E estranha é a vontade quem em mim flui,
Vontade de a receber e abraçar
Para maior prazer ter em a dominar.
É sombria e é cruel,
É motivo de repulsão,
Mas aqui a meto em papel
Bem presente em minha reflexão.
É deste modo que a desvendo
E a minha estratégia vou tecendo.
Sua natureza entender,
Sua fraqueza conhecer.
Anseio perceber como a destruir,
Como fazê-la definitivamente partir.
Mas não sem antes uma resposta lhe exigir,
"Tu, és tu quem não me deixa dormir?"
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Insónia
Olho para o tecto,
Estalando os dedos dos pés,
E nele te vejo como que erecto,
Como desperto sonho que ainda és.
Puxo o lençol mas está calor.
Já chegou o verão.
Quem és tu Deusa do amor?
Quem és tu que hoje me darás a mão.
Espero por ti ansioso.
Estúpido camião do lixo!
Cala-te barulho tenebroso!
Deixa-me em paz neste meu nicho,
Deixa este ser que procura hoje alguém,
Que deseja encontrar hoje seu harém.
Merda!...não consigo dormir...
Onde estas tu sono meu?
Apressa-te, tenho para onde ir!
Hoje espera-me o apogeu.
Ou pelo menos é o meu desejo.
Vontade não é requisito suficiente?
Aguarda-me diva que não vejo,
Descobrirei quem és brevemente.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Sonhar
Farto da complexidade
Já só quero dormir.
No sono reina a simplicidade
De poder dos problemas fugir.
As condições são fáceis de reunir:
É só deitar e descansar,
E enquanto se deixa de existir,
Relaxar e sonhar...
A vida é difícil de viver,
Mas nos sonhos é-nos fácil refugiar.
E se deles nos precisarmos demover
Basta acordar!
Não os conseguimos controlar,
Tomam-nos como prisioneiros,
Mas muito acabam por revelar,
Tornando-nos pioneiros.
Muitas vezes ficam incompletos.
Despertamos nos momentos cruciais.
De sentido estavam repletos
Esses sonhos divinais.
Muito deles podemos tirar.
O importante é com eles aprender.
Mas para a realidade superar,
Neles não nos podemos prender.
O que é preciso é agir.
As chatices temos que gerir.
E se chegar longe queremos conseguir
Há que bulir, e construir!
Já só quero dormir.
No sono reina a simplicidade
De poder dos problemas fugir.
As condições são fáceis de reunir:
É só deitar e descansar,
E enquanto se deixa de existir,
Relaxar e sonhar...
A vida é difícil de viver,
Mas nos sonhos é-nos fácil refugiar.
E se deles nos precisarmos demover
Basta acordar!
Não os conseguimos controlar,
Tomam-nos como prisioneiros,
Mas muito acabam por revelar,
Tornando-nos pioneiros.
Muitas vezes ficam incompletos.
Despertamos nos momentos cruciais.
De sentido estavam repletos
Esses sonhos divinais.
Muito deles podemos tirar.
O importante é com eles aprender.
Mas para a realidade superar,
Neles não nos podemos prender.
O que é preciso é agir.
As chatices temos que gerir.
E se chegar longe queremos conseguir
Há que bulir, e construir!
terça-feira, 1 de julho de 2008
Rendição
Não sabe bem quando desaparece?
Não é tão bom quando conseguimos?
Quando finalmente nos abstraímos
E nos rimos ao responder da nossa prece?
De que vale andar deprimido?
Ninguém é absolutamente feliz.
E se alguém pensa que o é e o diz
Grande mentira terá proferido.
Todos temos misérias.
Mas de que vale chorar por elas?
Encurralamo-nos nessa gaiola como uma ave.
Empenho e esperança são a sua chave.
Tristeza e desespero são apenas o chumbo
Que sob pressão nos leva ao sucumbo.
À rendição dêmos férias!
voemos por ruas e ruelas,
Por cidades, por florestas e montanhas.
Fintemos esta vida com todas as nossas manhas.
Subscrever:
Comentários (Atom)