domingo, 22 de junho de 2008

À procura




Tenho um vazio dentro de mim
que parece fechado em grandes portas.
Atrás delas existe um jardim
onde só há plantas mortas.

Grandes portas porque é inatingível,
é algo que não vejo nem entendo.
Escondem algo infalível
de vida carecendo!

Um jardim morto por ser algo dantes vivo
e que por estar bem não se manifestou,
algo que deixou de estar activo
e com o tempo murchou.

Muitos têm este sentimento
mas não o querem expressar
por ser algo sem fundamento,
algo que não conseguem explicar.

Alguns optam por seguir uma religião.
A sua procura leva-os a exaustão.
mas a resposta residirá num único ser?
solução simples! é o que me quer parecer.

Não me interpretem mal,
não tenho nada contra isso,
mas não me parece uma presença divinal
aquilo que está sumiço.

A meu ver, e como já me disseram,
a falta não é de algo mas de alguém
mas as más experiências superam
sobre a coragem de ir mais alem.

Assim, sofro de uma dualidade.
A minha disposição não tem continuidade.
Ora estou triste, ora estou feliz,
ora a vida me dá tudo, ora nada me diz.

E isso reflecte-se no meu ser,
oferece-me uma forma própria de viver.
Quem me conhece deve ter reparado,
um dia estou em baixo no outro estou animado.

Por isso anseio pelo amanha.
A parte do dia que prefiro é a manha
quando acordo e sonho ter um dia "sim"
e aproveita-lo como se não tivesse fim.

Sem comentários: