Calmo, pacífico e despreocupado,
O era antes de me sentir atormentado.
Boa sensação e paz, tudo quebrado
Por um golpe invisível e inesperado.
Abro os olhos, nada mais que negrume,
Como uma alma deambulando nas trevas.
Reino de Lúcifer mas inexistente o lume,
“Não cedas ao misterioso, não, nem te atrevas!”.
Adapto-me à escuridão,
Olhares concentrados em mim,
Impulso guia a minha mão
Com intuito de lhes pôr fim.
Espada empunhada
Como Excalibur em um rei,
“Ao mal não darei nada!”,
Foi isso que empunhei.
De fantasmas rodeado
E preso nas suas teias.
Conhecido era o meu fado,
A glória de Eneias.
Desprovidos de significado,
Desprovidos de valor,
Não merecem, nem sentirão a minha dor.
Para aos seres etéreos dar o final derradeiro
Minha força interior ganhou forma de guerreiro.
E como fora esperado,
O triunfo fora alcançado,
O mal fora afastado
E o portal fora fechado.
Com o funesto de partida
E a paz concretizada,
Em vitória gloriosa, embainho a minha espada.
Mente harmonizada,
No espírito ventura vingava,
Sossego a minha alma e aconchego a almofada.
sábado, 14 de junho de 2008
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