Impávido olhar observador,
Que tudo vê mas nada atinge,
Esconde muda a minha dor,
Minha cruz que boca tinge.
Divagando navega cego pelo longo pensamento
Avistando senão horizonte nesse mar de sentimento,
Mundo vazio desprovido de verdade,
Dimensão atroz de fuga à realidade.
E preso me sinto nesta terra de nada,
Terra dos feitos e da paz desejada.
Imóvel permaneço reprimido,
Por vontade de mais, possuído.
Mas consciente observo:
No Nada existo
Aos olhos alheios,
Reino e persisto
Sem olhar a meios.
De mim sou Rei, e servo!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Shiva

Andava perdido no Mundo,
Procurando uma orientação.
Procurando uma orientação.
E quando quase bati no fundo
Algo me salvou da escuridão.
Purificou-me interiormente
E tudo em mim foi reconstruido.
Ao pescoço carregava uma serpente,
Shiva tinha então surgido.
Ele tudo consegue ver,
Até no ambiente mais obscuro.
Vantagem de três olhos ter,
Passado, Presente e Futuro.
Ensinou-me a tudo ultrapassar,
As carências de um passado triste.
Quando eu já não acreditava no verbo “amar”,
Mostrou-me que o Amor existe
E está em tudo o que me rodeia,
Não apenas numa mulher.
Mas ela canta como uma sereia,
Resistirei enquanto puder.
Tornei-me teu seguidor,
Sou vítima do teu encanto.
Chamam-te Shiva, o Destruidor.
Para mim és Shiva, o Espírito Santo.
Zero

Nada e vazio
Simétrico e sombrio.
Numero conhecido,
Perfeito e imutável,
De mística munido
Mostra-se intocável.
Neutro e absorvente,
Algumas das suas faces,
Vácuo e inexistente,
Alguns do seus disfarces.
Mas não sei do que falo,
Referencio sinónimos
A.K.A. Zero fá-lo,
Dispensa aos demónios.
Ser o primeiro, é uma reputação que carrega
Como o peso de uma cruz, que ao final o leva.
Ora representa o inicio,
Ora representa o fim,
A vida em crescimento
Após o corte em um jardim.
“Recomeçar do Zero”,
É o desejo desejado,
Querer "criar o que quero",
Nisso afoga o afogado.
Tem que ser deste jeito,
Pelo verdadeiro conceito,
A destruição de mundos e a sua pós criação.
Caminho imperfeito
Dar em final perfeito,
Os nossos proteger do mal e assegurar que viverão.
domingo, 22 de junho de 2008
À procura
Tenho um vazio dentro de mim
que parece fechado em grandes portas.
Atrás delas existe um jardim
onde só há plantas mortas.
Grandes portas porque é inatingível,
é algo que não vejo nem entendo.
Escondem algo infalível
de vida carecendo!
Um jardim morto por ser algo dantes vivo
e que por estar bem não se manifestou,
algo que deixou de estar activo
e com o tempo murchou.
Muitos têm este sentimento
mas não o querem expressar
por ser algo sem fundamento,
algo que não conseguem explicar.
Alguns optam por seguir uma religião.
A sua procura leva-os a exaustão.
mas a resposta residirá num único ser?
solução simples! é o que me quer parecer.
Não me interpretem mal,
não tenho nada contra isso,
mas não me parece uma presença divinal
aquilo que está sumiço.
A meu ver, e como já me disseram,
a falta não é de algo mas de alguém
mas as más experiências superam
sobre a coragem de ir mais alem.
Assim, sofro de uma dualidade.
A minha disposição não tem continuidade.
Ora estou triste, ora estou feliz,
ora a vida me dá tudo, ora nada me diz.
E isso reflecte-se no meu ser,
oferece-me uma forma própria de viver.
Quem me conhece deve ter reparado,
um dia estou em baixo no outro estou animado.
Por isso anseio pelo amanha.
A parte do dia que prefiro é a manha
quando acordo e sonho ter um dia "sim"
e aproveita-lo como se não tivesse fim.
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