quarta-feira, 4 de março de 2009

Vento

Sopra Pai ou Santo responsável,
Sopra com força por favor.
Mas não agora, senhor,
Não agora que abdicável.

Fulo fico por ti
Pelo tempo que perdi.
Após o esforço que despendi
Pouco consigo ser aquele que ri.

Camadas de fibra cerâmica
Cobertas por massa revestida a tinta
Sob forma estranha mas concisa
São meu refugio e dinâmica,
Porta escassa e quase extinta
Que minha alma precisa.

De alguma maneira necessito viver,
Por vezes alguém ser,
E ali dentro sei quem sou.
Ali dentro desejoso vou
Querendo controlar naquilo que me ofereces
E dizer que capaz sou
Perante aquilo que estabeleces.

Naquele momento conheço a lei
E uso-a a meu melhor proveito.
Mostro a todos aquilo que sei
Percorrendo profundo leito.

Mas tu não me empurras.
O vento que tanto queria lá
Das-me agora que estou cá.
Pergunto-me se me susurras
Mudamente a explicar
Que terei de agir, em vez de esperar.

3 comentários:

Anónimo disse...

Mais um poema com que nos congratulas! e que está lindo, mas o qual só tu sabes o mais profundo sentidooo =P

LI e GOSTEI =)
beijinhos* Márcia

Anónimo disse...

Muita abuzado! Que Jah te dê o vento que precisas! Vai-te dar concerteza! Jah Love Jah Cure Jah Live!

Ritz disse...

A parte do vento creio que percebi lol :)

Mais um, isto é sempre a somar :) Muitoo bem!