quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Escuro

Aguardo entediado por desaparecer.
Desejo inquietante parar de me mover
Pois é negra a superfície que vejo,
Longa e agitada a noite que prevejo.

Tão rápido não abandonarei tais dissabores.
Nem o reconfortante calor dos cobertores,
Nem mesmo o aconchego da almofada,
Me permitem ser hoje alma embalada,
Repousar hoje minha mente cansada.

Vem-me à memória todo o tipo de recordações
Bem como ao pensamento fantasiosas invenções.
Momentos passados de relativa importância,
Momentos presentes de alguma relevância
E momentos futuros minuciosamente imaginados
Todos eles ao meu gosto arranjados,
De ponderados se's estranhamente recheados.

Pois que mais fazer ao som da chuva la fora?
Nem o tic tac do relógio me manda embora
Para longe deste antro de escuridão.
Que mais fazer a esta hora de solidão
Alem de ouvir o vento soprar com brutidão?

É imaginando que me abstraio,
De olhos fechados desenhando me distraio
Deste triste ambiente sem vida
De onde não consigo encontrar saída.