quinta-feira, 14 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O primeiro dia
O Primeiro Dia - Sérgio Godinho
A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
Em que fase estás tu?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Fim do bem bom
Como se de algo de épico se tratasse,
Aproximando-se vem o dia
Do regresso ao que mais fugia.
Como se imponente chegasse
Arrebatadoramente passa o segundo,
O minuto e a hora, e com eles o mundo.
Pois quase sob forma de obrigação
E aparente voluntária abstenção
de tudo o resto que me rodeia,
se disfarça e esconde a razão,
verdadeiro motivo de uma opção
De vontade de me formar cheia.
Mas em jeito de síntese:
Não me resta grande hipótese!
Venham os trabalhosos serões,
Venham as aulas e avaliações!
(experiência feita com a Cátia de Samora. Acho que foi um resultado positivo não? )
Aproximando-se vem o dia
Do regresso ao que mais fugia.
Como se imponente chegasse
Arrebatadoramente passa o segundo,
O minuto e a hora, e com eles o mundo.
Pois quase sob forma de obrigação
E aparente voluntária abstenção
de tudo o resto que me rodeia,
se disfarça e esconde a razão,
verdadeiro motivo de uma opção
De vontade de me formar cheia.
Mas em jeito de síntese:
Não me resta grande hipótese!
Venham os trabalhosos serões,
Venham as aulas e avaliações!
(experiência feita com a Cátia de Samora. Acho que foi um resultado positivo não? )
sexta-feira, 3 de abril de 2009
voodoo child
Well, I stand up next to a mountain
And I chop it down with the edge of my hand
Yeah
Well, I stand up next to a mountain
And I chop it down with the edge of my hand
Well, I pick up all the pieces and make an island
Might even raise a little sand
Yeah
cause Im a voodoo child
Lord knows Im a voodoo child baby
I want to say one more last thing
I didnt mean to take up all your sweet time
I'll give it right back to ya one of these days
...
Woodstock foi um festival de música anunciado como "Uma Exposição Aquariana", organizado na fazenda de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, Nova York, de 15 a 18 de Agosto de 1969. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular. O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo de 70.
Aproximadamente 186,000 bilhetes foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200.000 pessoas. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de 500.000 pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito.
Este influxo repentino provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado de Nova York e eventualmente transformando Bethel em "área de calamidade pública". As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene. Ainda assim, em sintonia com as esperanças idealísticas dos anos 60, Woodstock satisfez a maioria das pessoas que compareceram. Mesmo contando com uma qualidade musical excepcional, o destaque do festival foi mesmo o retrato comportamental exibido pela harmonia social e a atitude de seu imenso público.
And I chop it down with the edge of my hand
Yeah
Well, I stand up next to a mountain
And I chop it down with the edge of my hand
Well, I pick up all the pieces and make an island
Might even raise a little sand
Yeah
cause Im a voodoo child
Lord knows Im a voodoo child baby
I want to say one more last thing
I didnt mean to take up all your sweet time
I'll give it right back to ya one of these days
...
Woodstock foi um festival de música anunciado como "Uma Exposição Aquariana", organizado na fazenda de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, Nova York, de 15 a 18 de Agosto de 1969. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular. O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo de 70.
Aproximadamente 186,000 bilhetes foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200.000 pessoas. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de 500.000 pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito.
Este influxo repentino provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado de Nova York e eventualmente transformando Bethel em "área de calamidade pública". As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene. Ainda assim, em sintonia com as esperanças idealísticas dos anos 60, Woodstock satisfez a maioria das pessoas que compareceram. Mesmo contando com uma qualidade musical excepcional, o destaque do festival foi mesmo o retrato comportamental exibido pela harmonia social e a atitude de seu imenso público.
terça-feira, 31 de março de 2009
Nature
Inocente erro. A jornada em que iremos participar na Islândia não é afinal a 'Leg-breaker' mas sim 'Fimmvorduhals and the old time'.
Existe neste local a cascata Skogarfoss. Conta a história que o viking Thrasi Thorolfsson enterrou todo o seu tesouro numa gruta por traz desta queda de água e que até hoje não foi encontrado na sua totalidade. Ficaremos por este local durante dois dias a ver e conhecer esta e outras histórias e sítios da zona. Nos dias seguintes iremos andar ao longo de um percurso que nos levará até Thorsmork, um espectacular vale que se encontra entre glaciares e é apenas acessível a pé ou de jipe.
Ficam algumas das imagens:





Existe neste local a cascata Skogarfoss. Conta a história que o viking Thrasi Thorolfsson enterrou todo o seu tesouro numa gruta por traz desta queda de água e que até hoje não foi encontrado na sua totalidade. Ficaremos por este local durante dois dias a ver e conhecer esta e outras histórias e sítios da zona. Nos dias seguintes iremos andar ao longo de um percurso que nos levará até Thorsmork, um espectacular vale que se encontra entre glaciares e é apenas acessível a pé ou de jipe.
Ficam algumas das imagens:





segunda-feira, 30 de março de 2009
Forma de ser
Outrora frio vivia
Todo o santo dia-a-dia
Só e vago percorria
Distante de qualquer via.
Tudo menos perto
De qualquer caminho certo
A um sonho desejado.
Estava triste e alienado.
E ainda o trilho está perdido,
Ou melhor, não foi ainda percorrido,
Pois melhor agora o conheço,
E só por isso tenho apreço,
Mas nele ainda não caminho.
Meu desejo não sai do ninho.
Queria tanto consegui-lo.
Ânsia tal por senti-lo.
Mas preso ainda estou
Ao que até aqui me guiou.
Um conjugar de circunstâncias
Ao longo de um crescimento,
Diferentes em todas as infâncias,
E no meu algo lento.
Mas não vejo o atraso.
A mudança não tem prazo.
Fujo deste mim que se formou,
Que em paredes se encarcerou
E sairei desta espelunca.
Mais vale tarde que nunca.
Aos poucos aprenderei
Esse novo mundo a percorrer
E nele apreciarei
cada momento que viver.
Todo o santo dia-a-dia
Só e vago percorria
Distante de qualquer via.
Tudo menos perto
De qualquer caminho certo
A um sonho desejado.
Estava triste e alienado.
E ainda o trilho está perdido,
Ou melhor, não foi ainda percorrido,
Pois melhor agora o conheço,
E só por isso tenho apreço,
Mas nele ainda não caminho.
Meu desejo não sai do ninho.
Queria tanto consegui-lo.
Ânsia tal por senti-lo.
Mas preso ainda estou
Ao que até aqui me guiou.
Um conjugar de circunstâncias
Ao longo de um crescimento,
Diferentes em todas as infâncias,
E no meu algo lento.
Mas não vejo o atraso.
A mudança não tem prazo.
Fujo deste mim que se formou,
Que em paredes se encarcerou
E sairei desta espelunca.
Mais vale tarde que nunca.
Aos poucos aprenderei
Esse novo mundo a percorrer
E nele apreciarei
cada momento que viver.
domingo, 29 de março de 2009
Leg-breaker
Thingvellir. Foi aqui que em 930 os vinkings rivais se encontraram para estabelecer a ordem. Diz-se que foi aqui fundado o primeiro parlamento do mundo. Mas não só de história, mas também de fenómenos naturais é provido este belo local. Este é um de dois locais em todo o mundo onde se consegue observar o movimento das placas tectónicas. É sem duvida um sitio lindo.
É por aqui que vou passar na Islândia. Nos primeiros quatro dias haverão imensos grupos espalhados pela Islândia vivendo a jornada que escolheram para depois se encontrarem num único local. a nossa (comunidade Pêro d'Alenquer) foi esta, 'Leg-breaker'. vamos andar por esta zona e ao longo de um percurso chamado pelos antigos de 'Leggjabrjotur', isto é, parte pernas. Dizem que hoje em dia não é tão difícil de o percorrer e que teremos o privilégio também de passar pela maior queda de água do mundo. Vai ser sem duvida um grande contacto com a natureza bem como com outras culturas. Mal posso esperar.
Até lá, ficam algumas fotografias que encontrei na internet:


É por aqui que vou passar na Islândia. Nos primeiros quatro dias haverão imensos grupos espalhados pela Islândia vivendo a jornada que escolheram para depois se encontrarem num único local. a nossa (comunidade Pêro d'Alenquer) foi esta, 'Leg-breaker'. vamos andar por esta zona e ao longo de um percurso chamado pelos antigos de 'Leggjabrjotur', isto é, parte pernas. Dizem que hoje em dia não é tão difícil de o percorrer e que teremos o privilégio também de passar pela maior queda de água do mundo. Vai ser sem duvida um grande contacto com a natureza bem como com outras culturas. Mal posso esperar.
Até lá, ficam algumas fotografias que encontrei na internet:
quinta-feira, 26 de março de 2009
Ao fundo
quarta-feira, 4 de março de 2009
Vento
Sopra Pai ou Santo responsável,
Sopra com força por favor.
Mas não agora, senhor,
Não agora que abdicável.
Fulo fico por ti
Pelo tempo que perdi.
Após o esforço que despendi
Pouco consigo ser aquele que ri.
Camadas de fibra cerâmica
Cobertas por massa revestida a tinta
Sob forma estranha mas concisa
São meu refugio e dinâmica,
Porta escassa e quase extinta
Que minha alma precisa.
De alguma maneira necessito viver,
Por vezes alguém ser,
E ali dentro sei quem sou.
Ali dentro desejoso vou
Querendo controlar naquilo que me ofereces
E dizer que capaz sou
Perante aquilo que estabeleces.
Naquele momento conheço a lei
E uso-a a meu melhor proveito.
Mostro a todos aquilo que sei
Percorrendo profundo leito.
Mas tu não me empurras.
O vento que tanto queria lá
Das-me agora que estou cá.
Pergunto-me se me susurras
Mudamente a explicar
Que terei de agir, em vez de esperar.
Sopra com força por favor.
Mas não agora, senhor,
Não agora que abdicável.
Fulo fico por ti
Pelo tempo que perdi.
Após o esforço que despendi
Pouco consigo ser aquele que ri.
Camadas de fibra cerâmica
Cobertas por massa revestida a tinta
Sob forma estranha mas concisa
São meu refugio e dinâmica,
Porta escassa e quase extinta
Que minha alma precisa.
De alguma maneira necessito viver,
Por vezes alguém ser,
E ali dentro sei quem sou.
Ali dentro desejoso vou
Querendo controlar naquilo que me ofereces
E dizer que capaz sou
Perante aquilo que estabeleces.
Naquele momento conheço a lei
E uso-a a meu melhor proveito.
Mostro a todos aquilo que sei
Percorrendo profundo leito.
Mas tu não me empurras.
O vento que tanto queria lá
Das-me agora que estou cá.
Pergunto-me se me susurras
Mudamente a explicar
Que terei de agir, em vez de esperar.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Geocaching

Geocaching é uma caça ao tesouro jogada pelo mundo todo por aventureiros equipados com dispositivos de GPS. A ideia básica é localizar caixas escondidas, chamadas geocaches, e depois partilhar a experiência online. O Geocaching é apreciado por pessoas de todas as idades, com um forte sentido de comunidade e respeito pelo ambiente.
Mas na verdade nem sequer é preciso um dispositivo de GPS para as encontrar. Uma vez feito o registo no site, podemos procurar que geocaches existem ao pé de nós ou em algum sitio para onde vamos. Existem vários tipos de Geocaches e várias formas de as descubrir, mas, num caso geral, vemos no site as pistas e coordenadas, ou forma de as descubrir, para a podermos localizar. Eu, por exemplo, peguei nas coordenadas e procurei o local no googleEarth. Não sabemos o que existe em cada uma delas, para isso temos que as descubrir, mas todas elas têm pelo menos um logbook para assinarmos e deixarmos registado que a descubrimos. posteriormente vamos ao logbook online registar também a nossa descoberta.
Há geocaches faceis de encontrar, bem como geocaches que se exige uma grande caminha e aventura para serem descobertas. Encontrei ontem a minha primeira Geocache e já fiz registei no logbook online. É um também um desafio. Existem jogadores com milhares de Geocaches descobertas.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Aquecimento global
Rebuscando um bocado aquele espírito do 'Homem que mordeu o cão', antigo programa de Nuno Markl, de uma demanda pelo mundo dos acontecimentos bizarros, é com um sorriso na cara que escrevo estas minhas novas palavras. Sorriso esboçado não só pela graça dos factos mas pelo sentimento de alívio, ou vá, de alma agora um pouco mais leve, no que toca a pegarmos no nosso confortável carrinho e fazermos a nossa vida sem nos preocuparmos o suficiente com o estado actual do ambiente. Mas passando a explicar...
Sabem aquelas alturas em que vamos a viajar a pouco mais de 100km/h na autoestrada e contemplamos a beleza da paisagem admirando a pureza daqueles belos verdes prados cheios de vacas a fazer aquilo que melhor sabem fazer, comer e dormir(quem me dera ser vaca)? Alegrem-se pois a partir de agora apreciarão ainda mais esses momentos sabendo que essas mesmas vacas estão a poluir tanto ou mais que vocês. Sim, tanto ou mais que vocês! Ao que parece, uma vaca liberta diariamente cerca de 500 litros de metano através da sua flatulência, gás esse que é 23 vezes mais poluente que o dióxido de carbono emitido pelo nossos carros.
É certo que o número de carros face ao número de vacas no mundo deva ser muito maior. E existem também estudos que indicam que o alho combate os organismos dentro de nós que produzem este gás reduzindo-o para metade. Mas estará para chegar o dia em que ainda veremos os anúncios de combate ao aquecimento global a deixarem-se do já tradicional 'Ande de transportes públicos' e lançarem o 'Coma alho em todas as suas refeições' ahah.
Deixo aqui dois links para quem quiser saber mais:
http://ambiente.hsw.uol.com.br/gas-metano-vacas.htm
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/wales/mid_/6288012.stm
(peço desculpa, ainda não consegui perceber como colocar aqui hiperligações)
Sabem aquelas alturas em que vamos a viajar a pouco mais de 100km/h na autoestrada e contemplamos a beleza da paisagem admirando a pureza daqueles belos verdes prados cheios de vacas a fazer aquilo que melhor sabem fazer, comer e dormir(quem me dera ser vaca)? Alegrem-se pois a partir de agora apreciarão ainda mais esses momentos sabendo que essas mesmas vacas estão a poluir tanto ou mais que vocês. Sim, tanto ou mais que vocês! Ao que parece, uma vaca liberta diariamente cerca de 500 litros de metano através da sua flatulência, gás esse que é 23 vezes mais poluente que o dióxido de carbono emitido pelo nossos carros.
É certo que o número de carros face ao número de vacas no mundo deva ser muito maior. E existem também estudos que indicam que o alho combate os organismos dentro de nós que produzem este gás reduzindo-o para metade. Mas estará para chegar o dia em que ainda veremos os anúncios de combate ao aquecimento global a deixarem-se do já tradicional 'Ande de transportes públicos' e lançarem o 'Coma alho em todas as suas refeições' ahah.
Deixo aqui dois links para quem quiser saber mais:
http://ambiente.hsw.uol.com.br/gas-metano-vacas.htm
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/wales/mid_/6288012.stm
(peço desculpa, ainda não consegui perceber como colocar aqui hiperligações)
sábado, 7 de fevereiro de 2009
a terra do fogo e do gelo
Sabiam que......As primeiras pessoas que habitaram a Islândia foram monges irlandeses eremitas que se estabeleceram por lá no século VIII? Pois é, mas partiram após a chegada dos nórdicos(vikings vá), que se estabeleceram na ilha no período de 870-930 d.C. Muitos outros imigrantes chegaram, mas principalmente nórdicos e seus escravos irlandeses.
Mas não só humanos gostam de ir para a terra do fogo e do gelo. Ao que parece, por volta dos anos de 1900, ursos polares ocasionalmente visitavam também a Islândia, viajando em icebergs desde a Gronelândia.
Bom, eu não vou partir propriamente da Gronlândia. Nem descobri ainda como navegar em icebergs. Mas um granda urso até sou. há até quem me chame de panda que é da família dos ursos. E também são brancos, só ali com umas maquilhagens a preto. portaaaanto... espera por mim Islândia! Lá para Julho vais ter o prazer ser pisada por mim.
Aos outros ursos que andam também por aí: venham daí, temos muito mar por percorrer! E é melhor despachar antes que o degelo acabe com os icebergs.


Mas não só humanos gostam de ir para a terra do fogo e do gelo. Ao que parece, por volta dos anos de 1900, ursos polares ocasionalmente visitavam também a Islândia, viajando em icebergs desde a Gronelândia.
Bom, eu não vou partir propriamente da Gronlândia. Nem descobri ainda como navegar em icebergs. Mas um granda urso até sou. há até quem me chame de panda que é da família dos ursos. E também são brancos, só ali com umas maquilhagens a preto. portaaaanto... espera por mim Islândia! Lá para Julho vais ter o prazer ser pisada por mim.
Aos outros ursos que andam também por aí: venham daí, temos muito mar por percorrer! E é melhor despachar antes que o degelo acabe com os icebergs.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Nós
Recebi hoje um e-mail em que pude ler algumas das ultimas palavras deixadas por Eduardo Prado Coelho sobre as quais eu já tinha pensado, e certamente a maioria de vós também e não pude deixar de colocar aqui algumas delas:
«A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós.
Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país.
...
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas
Não. Não. Não. Já basta.
...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
...
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.»
Confesso que nem sequer sabia quem era Eduardo Prado Coelho mas fui pesquisar e agora não consigo deixar de admirar o seu currículo. Merece a nossa atenção. Para aqueles que também não conhecerem visitem http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Prado_Coelho
É fácil apontar.
É fácil culpar.
Não custa levantar o dedo
a quem não tem medo,
coragem de realizar,
vontade de concretizar.
Preocupa-te com o que fazes,
A tua parte é para cumprir.
E quando nos vires a subir
Diremos:'somos capazes'.
Num país de corrupção
Dizemo-nos puros de coração.
Mas não precisamos de arrastar-nos no chão
para evoluirmos como Nação!
Basta que a nós mesmos tomemos atenção.
«A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós.
Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país.
...
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas
Não. Não. Não. Já basta.
...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
...
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.»
Confesso que nem sequer sabia quem era Eduardo Prado Coelho mas fui pesquisar e agora não consigo deixar de admirar o seu currículo. Merece a nossa atenção. Para aqueles que também não conhecerem visitem http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Prado_Coelho
É fácil apontar.
É fácil culpar.
Não custa levantar o dedo
a quem não tem medo,
coragem de realizar,
vontade de concretizar.
Preocupa-te com o que fazes,
A tua parte é para cumprir.
E quando nos vires a subir
Diremos:'somos capazes'.
Num país de corrupção
Dizemo-nos puros de coração.
Mas não precisamos de arrastar-nos no chão
para evoluirmos como Nação!
Basta que a nós mesmos tomemos atenção.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
"Os monólogos da Marijuana"
Bem hoje fui ver esta peça "Os monólogos da Marijuana" e achei alta cena LOL! Este monólogo aborda temas como a legalização da marijuana, os seus efeitos nocivos para a saúde entre outros, mas tudo do ponto vista do "mocado"! Gostei muito e aconselho! Está em exibição no Café-Teatro da Comuna na Praça de Espanha, vale a pena ir ver!*Legalize it, Smoke the herb*
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Sistema Solar
Nunca fui uma pessoa muito dada à leitura. Quase com a mesma frequência com que pego num livro, também o deixo a meio esquecido nalguma prateleira cá de casa. Ontem à noite estava a ter mais uma das minhas belas e desagradáveis insónias quando me lembrei de uma obra oferecida por um amigo aqui há uns 2 ou 3 anos. Desde logo considerei um livro formidável, com base apenas nos 3 capítulos que tinha lido, mas esta minha pouca aptidão para a leitura costuma revelar-se mais forte que o interesse pelo conteúdo propriamente dito. Resolvi tentar solucionar estes dois problemas confrontando-os. Porque não voltar a pegar no livro e divertir-me um pouco com este livro intitulado 'Breve história de quase tudo' em vez de pasmar os ténues raios de luz provenientes da noite lá fora, e ainda assim luminosos face à escuridão do meu quarto, que se aventuravam pelos buracos do meu estore? Assim o fiz.
Trata-se de uma obra cientifica escrita por Bill Bryson que consegue explorar grande parte da ciência começando pelo Big Bang e passando pelos dinossauros, aquecimento global, Einstein, teoria atómica, vulcões, ADN, entre outros temas. Não sendo um homem da ciência e tendo como motivação a sua grande curiosidade pelo mundo à sua volta, conseguiu elaborar esta obra muito bem documentada e com uma linguagem não demasiado científica, sempre clara e com as devidas anotações e repleta de curiosas e simples analogias que nos ajudam a compreender os temas tratados.
Mas isto tudo para dizer que, assim que vi o livro de novo nas minhas mãos, recordei-me do ultimo capítulo que tinha lido há uns meses atrás, e mais especificamente, de uma visão que o autor nos consegue passar à cerca do sistema solar e que de outra forma penso que nunca conseguiria ter. Senti instantânea vontade de a partilhar aqui no Vadiar a Vida. Mas mais fácil do que tentar explicar por palavras minhas é transcrever este parágrafo e meio, quanto a mim, bastante elucidativo.
'A maior parte dos mapas escolares mostra os planetas uns a seguir aos outros, como bons vizinhos - em muitas imagens, os gigantes exteriores chegam a projectar as respectivas sombras no próximo -, mas trata-se de um erro necessário, quando os queremos ilustrar todos na mesma página. Neptuno, por exemplo, não está ligeiramente afastado de Júpiter, está muito para além de Júpiter - cinco vezes mais longe de Júpiter do que Júpiter está de nós, tão longe que só recebe três por cento da luz solar em comparação com Júpiter.
Tão grandes são as distâncias que, na prática, se torna impossível representar o sistema solar à escala real. Mesmo que juntássemos muitas páginas desdobráveis aos livros escolares, ou usássemos uma longuíssima folha de papel para fazer os mapas, nunca chegaríamos nem perto. Num diagrama do sistema solar à escala, com a Terra reduzida ao tamanho de uma ervilha, Júpiter estaria a mais de 300 metros de distância, e Plutão estaria a 2,5 quilómetros(e teria o tamanho de uma bactéria, de forma que não o conseguiríamos ver). Na mesma escala, a Próxima de Centauro,a estrela mais próxima de nós, estaria a 16 mil quilómetros de distância. Mesmo que encolhêssemos tudo de forma a Júpiter ficar tão pequeno como o ponto final no fim desta frase, e Plutão não fosse maior do que uma molécula, Plutão estaria ainda a mais de dez metros de distância.'

Faz-nos parecer estupidamente insignificantes não acham? Enfim, não me voltaram a ver escrever tanto sobre este livro mas não se surpreendam se de vez em quando voltar a postar algum paragrafo desta obra que me deixa fascinado com os factos a cada uma das suas páginas, isto é se não voltar a coloca-lo na prateleira. Espero que não.
Trata-se de uma obra cientifica escrita por Bill Bryson que consegue explorar grande parte da ciência começando pelo Big Bang e passando pelos dinossauros, aquecimento global, Einstein, teoria atómica, vulcões, ADN, entre outros temas. Não sendo um homem da ciência e tendo como motivação a sua grande curiosidade pelo mundo à sua volta, conseguiu elaborar esta obra muito bem documentada e com uma linguagem não demasiado científica, sempre clara e com as devidas anotações e repleta de curiosas e simples analogias que nos ajudam a compreender os temas tratados.
Mas isto tudo para dizer que, assim que vi o livro de novo nas minhas mãos, recordei-me do ultimo capítulo que tinha lido há uns meses atrás, e mais especificamente, de uma visão que o autor nos consegue passar à cerca do sistema solar e que de outra forma penso que nunca conseguiria ter. Senti instantânea vontade de a partilhar aqui no Vadiar a Vida. Mas mais fácil do que tentar explicar por palavras minhas é transcrever este parágrafo e meio, quanto a mim, bastante elucidativo.
'A maior parte dos mapas escolares mostra os planetas uns a seguir aos outros, como bons vizinhos - em muitas imagens, os gigantes exteriores chegam a projectar as respectivas sombras no próximo -, mas trata-se de um erro necessário, quando os queremos ilustrar todos na mesma página. Neptuno, por exemplo, não está ligeiramente afastado de Júpiter, está muito para além de Júpiter - cinco vezes mais longe de Júpiter do que Júpiter está de nós, tão longe que só recebe três por cento da luz solar em comparação com Júpiter.
Tão grandes são as distâncias que, na prática, se torna impossível representar o sistema solar à escala real. Mesmo que juntássemos muitas páginas desdobráveis aos livros escolares, ou usássemos uma longuíssima folha de papel para fazer os mapas, nunca chegaríamos nem perto. Num diagrama do sistema solar à escala, com a Terra reduzida ao tamanho de uma ervilha, Júpiter estaria a mais de 300 metros de distância, e Plutão estaria a 2,5 quilómetros(e teria o tamanho de uma bactéria, de forma que não o conseguiríamos ver). Na mesma escala, a Próxima de Centauro,a estrela mais próxima de nós, estaria a 16 mil quilómetros de distância. Mesmo que encolhêssemos tudo de forma a Júpiter ficar tão pequeno como o ponto final no fim desta frase, e Plutão não fosse maior do que uma molécula, Plutão estaria ainda a mais de dez metros de distância.'

Faz-nos parecer estupidamente insignificantes não acham? Enfim, não me voltaram a ver escrever tanto sobre este livro mas não se surpreendam se de vez em quando voltar a postar algum paragrafo desta obra que me deixa fascinado com os factos a cada uma das suas páginas, isto é se não voltar a coloca-lo na prateleira. Espero que não.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Só neste país
Sabem aquelas histórias bizarras que ouvimos de vez em quando? Toda a gente as tem, sobretudo sobre o meio onde se movimenta. Esta contou-me o meu instrutor numa aula de código, adivinhem sobre o quê! Não consegui deixar de o procurar e aqui o têm.

Acaba por ser apenas mais um exemplo daquilo que se vai passando no nosso país. Mas já estamos todos fartos de reclamar com o estado em que Portugal está, portanto, em vez de escrever umas rimas ou meter-me aqui a resmungar sobre isso, resolvi postar também o vídeo de Sérgio Godinho, esse grande senhor da música nacional (nem tudo é mau por cá), da música 'Só neste país'. Da música até gosto mas achei o vídeo tão parvo e ridículo que até acho adequado a este acontecimento estranho no Porto. A mim pelo menos deu para rir um bocado. Espero que a vocês também.
Acaba por ser apenas mais um exemplo daquilo que se vai passando no nosso país. Mas já estamos todos fartos de reclamar com o estado em que Portugal está, portanto, em vez de escrever umas rimas ou meter-me aqui a resmungar sobre isso, resolvi postar também o vídeo de Sérgio Godinho, esse grande senhor da música nacional (nem tudo é mau por cá), da música 'Só neste país'. Da música até gosto mas achei o vídeo tão parvo e ridículo que até acho adequado a este acontecimento estranho no Porto. A mim pelo menos deu para rir um bocado. Espero que a vocês também.
Bob Marley - "One Love Peace Concert"
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Primavera de 1978 - A Jamaica vive uma verdadeira guerra civil instituída pelos dois partidos rivais. A violência gera violência. Lutas brutais entre gangs aumentam nas cidades jamaicanas, bem como o número de assassinatos que ascende às centenas. O primeiro ministro, Michael Manley, e o líder da oposição, Edward Seaga, recusam encontrar-se para pôr termo aos conflitos.
Bob Marley organiza, nesse mesmo ano, em nome do povo jamaicano, um enorme concerto - "One Love Peace Concert" - realizado dia 22 de Abril em Kingston, Jamaica.
Ficará para a história o momento em que Bob Marley une, pela primeira vez, os ínimigos políticos Edward Seaga e Michael Manley. Eles dão as mãos em palco levando a multidão ao rubro, enquanto Bob grita "Jah Live!".
Apareceram pela ultima vez juntos em público, apertando as mãos, no dia 21 de Maio de 1981 , dia em que Bob Marley recebeu o funeral oficial do povo da Jamaica.
Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, morreu aos 36 anos, no dia 11 de Maio de 1981, mas a sua lenda permanece viva até hoje.
“Me only have one ambition, y'know. I only have one thing I really like to see happen. I like to see mankind live together - black, white, Chinese, everyone - that's all.” by Bob Marley
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Escuro
Aguardo entediado por desaparecer.
Desejo inquietante parar de me mover
Pois é negra a superfície que vejo,
Longa e agitada a noite que prevejo.
Tão rápido não abandonarei tais dissabores.
Nem o reconfortante calor dos cobertores,
Nem mesmo o aconchego da almofada,
Me permitem ser hoje alma embalada,
Repousar hoje minha mente cansada.
Vem-me à memória todo o tipo de recordações
Bem como ao pensamento fantasiosas invenções.
Momentos passados de relativa importância,
Momentos presentes de alguma relevância
E momentos futuros minuciosamente imaginados
Todos eles ao meu gosto arranjados,
De ponderados se's estranhamente recheados.
Pois que mais fazer ao som da chuva la fora?
Nem o tic tac do relógio me manda embora
Para longe deste antro de escuridão.
Que mais fazer a esta hora de solidão
Alem de ouvir o vento soprar com brutidão?
É imaginando que me abstraio,
De olhos fechados desenhando me distraio
Deste triste ambiente sem vida
De onde não consigo encontrar saída.
Desejo inquietante parar de me mover
Pois é negra a superfície que vejo,
Longa e agitada a noite que prevejo.
Tão rápido não abandonarei tais dissabores.
Nem o reconfortante calor dos cobertores,
Nem mesmo o aconchego da almofada,
Me permitem ser hoje alma embalada,
Repousar hoje minha mente cansada.
Vem-me à memória todo o tipo de recordações
Bem como ao pensamento fantasiosas invenções.
Momentos passados de relativa importância,
Momentos presentes de alguma relevância
E momentos futuros minuciosamente imaginados
Todos eles ao meu gosto arranjados,
De ponderados se's estranhamente recheados.
Pois que mais fazer ao som da chuva la fora?
Nem o tic tac do relógio me manda embora
Para longe deste antro de escuridão.
Que mais fazer a esta hora de solidão
Alem de ouvir o vento soprar com brutidão?
É imaginando que me abstraio,
De olhos fechados desenhando me distraio
Deste triste ambiente sem vida
De onde não consigo encontrar saída.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Só
Quando muitas vezes de súbito,
Muito por força do hábito,
Hábito de esperar e receber,
Choramos por deixarmos de ter,
Deixarmos de sentir uma presença,
O ressentimento começa a aparecer
E a nossa cabeça a moer
Como nova e desagradável doença.
É comum pormos de lado
O prazer de deixarmos, ajudarmos, apoiarmos,
O simples prazer de nos darmos.
É comum esperarmos que o por nós dado
Seja retribuído e sobrevalorizado.
Não Devemos sentir-nos magoados
Por não recebermos como damos.
Pior é procurarmos os culpados
Quando nessa situação nos encontramos.
Eu culpo a solidão que aí ganhamos.
Mas podem sentimentos ser objecto de culpa?
Necessitamos atribui-la a alguém.
Ser um impulso é a desculpa.
Teremos culpa disso também?
Muito por força do hábito,
Hábito de esperar e receber,
Choramos por deixarmos de ter,
Deixarmos de sentir uma presença,
O ressentimento começa a aparecer
E a nossa cabeça a moer
Como nova e desagradável doença.
É comum pormos de lado
O prazer de deixarmos, ajudarmos, apoiarmos,
O simples prazer de nos darmos.
É comum esperarmos que o por nós dado
Seja retribuído e sobrevalorizado.
Não Devemos sentir-nos magoados
Por não recebermos como damos.
Pior é procurarmos os culpados
Quando nessa situação nos encontramos.
Eu culpo a solidão que aí ganhamos.
Mas podem sentimentos ser objecto de culpa?
Necessitamos atribui-la a alguém.
Ser um impulso é a desculpa.
Teremos culpa disso também?
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