quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Poeta da treta

Lindo!! xD só me falta a boina.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Nós

Recebi hoje um e-mail em que pude ler algumas das ultimas palavras deixadas por Eduardo Prado Coelho sobre as quais eu já tinha pensado, e certamente a maioria de vós também e não pude deixar de colocar aqui algumas delas:

«A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós.
Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país.
...
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas
Não. Não. Não. Já basta.
...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
...
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.»

Confesso que nem sequer sabia quem era Eduardo Prado Coelho mas fui pesquisar e agora não consigo deixar de admirar o seu currículo. Merece a nossa atenção. Para aqueles que também não conhecerem visitem http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Prado_Coelho


É fácil apontar.
É fácil culpar.
Não custa levantar o dedo
a quem não tem medo,
coragem de realizar,
vontade de concretizar.

Preocupa-te com o que fazes,
A tua parte é para cumprir.
E quando nos vires a subir
Diremos:'somos capazes'.

Num país de corrupção
Dizemo-nos puros de coração.
Mas não precisamos de arrastar-nos no chão
para evoluirmos como Nação!
Basta que a nós mesmos tomemos atenção.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

"Os monólogos da Marijuana"

Bem hoje fui ver esta peça "Os monólogos da Marijuana" e achei alta cena LOL! Este monólogo aborda temas como a legalização da marijuana, os seus efeitos nocivos para a saúde entre outros, mas tudo do ponto vista do "mocado"! Gostei muito e aconselho! Está em exibição no Café-Teatro da Comuna na Praça de Espanha, vale a pena ir ver!

*Legalize it, Smoke the herb*

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sistema Solar

Nunca fui uma pessoa muito dada à leitura. Quase com a mesma frequência com que pego num livro, também o deixo a meio esquecido nalguma prateleira cá de casa. Ontem à noite estava a ter mais uma das minhas belas e desagradáveis insónias quando me lembrei de uma obra oferecida por um amigo aqui há uns 2 ou 3 anos. Desde logo considerei um livro formidável, com base apenas nos 3 capítulos que tinha lido, mas esta minha pouca aptidão para a leitura costuma revelar-se mais forte que o interesse pelo conteúdo propriamente dito. Resolvi tentar solucionar estes dois problemas confrontando-os. Porque não voltar a pegar no livro e divertir-me um pouco com este livro intitulado 'Breve história de quase tudo' em vez de pasmar os ténues raios de luz provenientes da noite lá fora, e ainda assim luminosos face à escuridão do meu quarto, que se aventuravam pelos buracos do meu estore? Assim o fiz.

Trata-se de uma obra cientifica escrita por Bill Bryson que consegue explorar grande parte da ciência começando pelo Big Bang e passando pelos dinossauros, aquecimento global, Einstein, teoria atómica, vulcões, ADN, entre outros temas. Não sendo um homem da ciência e tendo como motivação a sua grande curiosidade pelo mundo à sua volta, conseguiu elaborar esta obra muito bem documentada e com uma linguagem não demasiado científica, sempre clara e com as devidas anotações e repleta de curiosas e simples analogias que nos ajudam a compreender os temas tratados.

Mas isto tudo para dizer que, assim que vi o livro de novo nas minhas mãos, recordei-me do ultimo capítulo que tinha lido há uns meses atrás, e mais especificamente, de uma visão que o autor nos consegue passar à cerca do sistema solar e que de outra forma penso que nunca conseguiria ter. Senti instantânea vontade de a partilhar aqui no Vadiar a Vida. Mas mais fácil do que tentar explicar por palavras minhas é transcrever este parágrafo e meio, quanto a mim, bastante elucidativo.

'A maior parte dos mapas escolares mostra os planetas uns a seguir aos outros, como bons vizinhos - em muitas imagens, os gigantes exteriores chegam a projectar as respectivas sombras no próximo -, mas trata-se de um erro necessário, quando os queremos ilustrar todos na mesma página. Neptuno, por exemplo, não está ligeiramente afastado de Júpiter, está muito para além de Júpiter - cinco vezes mais longe de Júpiter do que Júpiter está de nós, tão longe que só recebe três por cento da luz solar em comparação com Júpiter.
Tão grandes são as distâncias que, na prática, se torna impossível representar o sistema solar à escala real. Mesmo que juntássemos muitas páginas desdobráveis aos livros escolares, ou usássemos uma longuíssima folha de papel para fazer os mapas, nunca chegaríamos nem perto. Num diagrama do sistema solar à escala, com a Terra reduzida ao tamanho de uma ervilha, Júpiter estaria a mais de 300 metros de distância, e Plutão estaria a 2,5 quilómetros(e teria o tamanho de uma bactéria, de forma que não o conseguiríamos ver). Na mesma escala, a Próxima de Centauro,a estrela mais próxima de nós, estaria a 16 mil quilómetros de distância. Mesmo que encolhêssemos tudo de forma a Júpiter ficar tão pequeno como o ponto final no fim desta frase, e Plutão não fosse maior do que uma molécula, Plutão estaria ainda a mais de dez metros de distância.'



Faz-nos parecer estupidamente insignificantes não acham? Enfim, não me voltaram a ver escrever tanto sobre este livro mas não se surpreendam se de vez em quando voltar a postar algum paragrafo desta obra que me deixa fascinado com os factos a cada uma das suas páginas, isto é se não voltar a coloca-lo na prateleira. Espero que não.