quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Só neste país

Sabem aquelas histórias bizarras que ouvimos de vez em quando? Toda a gente as tem, sobretudo sobre o meio onde se movimenta. Esta contou-me o meu instrutor numa aula de código, adivinhem sobre o quê! Não consegui deixar de o procurar e aqui o têm.



Acaba por ser apenas mais um exemplo daquilo que se vai passando no nosso país. Mas já estamos todos fartos de reclamar com o estado em que Portugal está, portanto, em vez de escrever umas rimas ou meter-me aqui a resmungar sobre isso, resolvi postar também o vídeo de Sérgio Godinho, esse grande senhor da música nacional (nem tudo é mau por cá), da música 'Só neste país'. Da música até gosto mas achei o vídeo tão parvo e ridículo que até acho adequado a este acontecimento estranho no Porto. A mim pelo menos deu para rir um bocado. Espero que a vocês também.

Bob Marley - "One Love Peace Concert"


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Primavera de 1978 - A Jamaica vive uma verdadeira guerra civil instituída pelos dois partidos rivais. A violência gera violência. Lutas brutais entre gangs aumentam nas cidades jamaicanas, bem como o número de assassinatos que ascende às centenas. O primeiro ministro, Michael Manley, e o líder da oposição, Edward Seaga, recusam encontrar-se para pôr termo aos conflitos.

Bob Marley organiza, nesse mesmo ano, em nome do povo jamaicano, um enorme concerto - "One Love Peace Concert" - realizado dia 22 de Abril em Kingston, Jamaica.

Ficará para a história o momento em que Bob Marley une, pela primeira vez, os ínimigos políticos Edward Seaga e Michael Manley. Eles dão as mãos em palco levando a multidão ao rubro, enquanto Bob grita "Jah Live!".

Apareceram pela ultima vez juntos em público, apertando as mãos, no dia 21 de Maio de 1981 , dia em que Bob Marley recebeu o funeral oficial do povo da Jamaica.

Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, morreu aos 36 anos, no dia 11 de Maio de 1981, mas a sua lenda permanece viva até hoje.

“Me only have one ambition, y'know. I only have one thing I really like to see happen. I like to see mankind live together - black, white, Chinese, everyone - that's all.” by Bob Marley

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Escuro

Aguardo entediado por desaparecer.
Desejo inquietante parar de me mover
Pois é negra a superfície que vejo,
Longa e agitada a noite que prevejo.

Tão rápido não abandonarei tais dissabores.
Nem o reconfortante calor dos cobertores,
Nem mesmo o aconchego da almofada,
Me permitem ser hoje alma embalada,
Repousar hoje minha mente cansada.

Vem-me à memória todo o tipo de recordações
Bem como ao pensamento fantasiosas invenções.
Momentos passados de relativa importância,
Momentos presentes de alguma relevância
E momentos futuros minuciosamente imaginados
Todos eles ao meu gosto arranjados,
De ponderados se's estranhamente recheados.

Pois que mais fazer ao som da chuva la fora?
Nem o tic tac do relógio me manda embora
Para longe deste antro de escuridão.
Que mais fazer a esta hora de solidão
Alem de ouvir o vento soprar com brutidão?

É imaginando que me abstraio,
De olhos fechados desenhando me distraio
Deste triste ambiente sem vida
De onde não consigo encontrar saída.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quando muitas vezes de súbito,
Muito por força do hábito,
Hábito de esperar e receber,
Choramos por deixarmos de ter,
Deixarmos de sentir uma presença,
O ressentimento começa a aparecer
E a nossa cabeça a moer
Como nova e desagradável doença.

É comum pormos de lado
O prazer de deixarmos, ajudarmos, apoiarmos,
O simples prazer de nos darmos.
É comum esperarmos que o por nós dado
Seja retribuído e sobrevalorizado.

Não Devemos sentir-nos magoados
Por não recebermos como damos.
Pior é procurarmos os culpados
Quando nessa situação nos encontramos.
Eu culpo a solidão que aí ganhamos.

Mas podem sentimentos ser objecto de culpa?
Necessitamos atribui-la a alguém.
Ser um impulso é a desculpa.
Teremos culpa disso também?