Trata-se de uma obra cientifica escrita por Bill Bryson que consegue explorar grande parte da ciência começando pelo Big Bang e passando pelos dinossauros, aquecimento global, Einstein, teoria atómica, vulcões, ADN, entre outros temas. Não sendo um homem da ciência e tendo como motivação a sua grande curiosidade pelo mundo à sua volta, conseguiu elaborar esta obra muito bem documentada e com uma linguagem não demasiado científica, sempre clara e com as devidas anotações e repleta de curiosas e simples analogias que nos ajudam a compreender os temas tratados.
Mas isto tudo para dizer que, assim que vi o livro de novo nas minhas mãos, recordei-me do ultimo capítulo que tinha lido há uns meses atrás, e mais especificamente, de uma visão que o autor nos consegue passar à cerca do sistema solar e que de outra forma penso que nunca conseguiria ter. Senti instantânea vontade de a partilhar aqui no Vadiar a Vida. Mas mais fácil do que tentar explicar por palavras minhas é transcrever este parágrafo e meio, quanto a mim, bastante elucidativo.
'A maior parte dos mapas escolares mostra os planetas uns a seguir aos outros, como bons vizinhos - em muitas imagens, os gigantes exteriores chegam a projectar as respectivas sombras no próximo -, mas trata-se de um erro necessário, quando os queremos ilustrar todos na mesma página. Neptuno, por exemplo, não está ligeiramente afastado de Júpiter, está muito para além de Júpiter - cinco vezes mais longe de Júpiter do que Júpiter está de nós, tão longe que só recebe três por cento da luz solar em comparação com Júpiter.
Tão grandes são as distâncias que, na prática, se torna impossível representar o sistema solar à escala real. Mesmo que juntássemos muitas páginas desdobráveis aos livros escolares, ou usássemos uma longuíssima folha de papel para fazer os mapas, nunca chegaríamos nem perto. Num diagrama do sistema solar à escala, com a Terra reduzida ao tamanho de uma ervilha, Júpiter estaria a mais de 300 metros de distância, e Plutão estaria a 2,5 quilómetros(e teria o tamanho de uma bactéria, de forma que não o conseguiríamos ver). Na mesma escala, a Próxima de Centauro,a estrela mais próxima de nós, estaria a 16 mil quilómetros de distância. Mesmo que encolhêssemos tudo de forma a Júpiter ficar tão pequeno como o ponto final no fim desta frase, e Plutão não fosse maior do que uma molécula, Plutão estaria ainda a mais de dez metros de distância.'

Faz-nos parecer estupidamente insignificantes não acham? Enfim, não me voltaram a ver escrever tanto sobre este livro mas não se surpreendam se de vez em quando voltar a postar algum paragrafo desta obra que me deixa fascinado com os factos a cada uma das suas páginas, isto é se não voltar a coloca-lo na prateleira. Espero que não.