terça-feira, 25 de novembro de 2008

Surpreso

Ainda inconstante
Continuo seguindo
Ainda oscilante
Mas à vida sorrindo.

Confuso vou a caminhar
Num rumo ao meu distinto,
Ainda sem ter um lugar
Onde confortável me sinto.

Mas a vocês agradeço.
Àqueles que gostam e valorizam
Um abraço de apreço.
São vocês que me motivam.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Vivendo

Se há algo que este mundo seja
É algo que recuso ser:
Alguém que à sua frente mais não veja
Que a necessidade de muito ter.


Procuram a felicidade no património,
Os senhores e donos da ganância.
São massas envoltas em ignorância
Desconhecendo o perigo desse demónio.



Focados numa monetária realidade
Procuram bastante mais que integridade,
Procuram luxo, posses e riqueza,
Analgésicos para a sua tristeza.


Por mim, contento-me com o que tenho
E dou de mim tudo aquilo que consigo.
Procurar partilhar do que detenho
É uma das condutas que sigo.


E desse modo algo também obtenho,
Acabo por dar e receber
E não rejeito nem desdenho.
É em conjunto que se sobrevive
E se está sempre a aprender,
E assim, como individuo, se vive.


É assim que o meu caminho prossigo,
Os meus objectivos persigo,
E Tento sempre aplicar todo o meu empenho.
Colheremos os frutos do nosso desempenho.

domingo, 2 de novembro de 2008

loucamente sóbrio





Crises de criatividade:
Impulsos que vão e voltam,
Vontades de expressividade
Que controlo sobre mim tomam.

Quereres tornados necessidade
Perante repugnantes ondas.
Um construir-me com originalidade
Fugindo a modas hediondas.

Gosto e acho tão belo
Desfrutar daquilo que é diferente,
De um alternativo bem presente
E incrivelmente singelo.

Detesto a ideia de 'igual'
E a desculpa da 'tradição'.
Sou contra o convencional,
A costumes digo um forte: NÃO!

Pensem por vocês próprios
Não se deixem levar.
Sejam loucamente sóbrios,
Permitam à imaginação voar.